Da minha vontade de [sempre] escrever

Às vezes passo longos dias com efervescências mentais. Parece que em minha cabeça há mil assuntos para serem descarregados em uma folha de papel. Porém, o mais curioso disso é que quando paro para organizar tais ideias, parece que elas se escondem dentro de mim como se não quisessem sair.

“Tudo bem! Em uma outra oportunidade, tento mais uma vez”, é o que eu sempre penso para me consolar.

tumblr_static_tumblr_loi1jsdsmu1qdd58fo1_500

Acontece que apareceram as outras oportunidades – muitas, inclusive! – e mesmo assim, as ideias não quiseram saltar de mim. O que fazer quando as palavras não são suficientes para transpor o que há dentro da gente?

Se nem as palavras me são suficientes, o que será?

Lembro-me de todas as outras vezes, não fracassadas, em que consegui (quase como um ato de libertação) escrever o que eu queria. Outrora, selecionava um tema legal e discorria sem medo. Palavras me vinham como chuva.

Ah! Que tempo bom!

Vivo, nos últimos dias, em uma estação sem chuva. Sem palavras! “Olha: ‘A menina sem palavras’ já seria um bom título de livro”. Mas como escrever um livro se nem um simples texto eu consigo? Volto à ideia do livro e penso no quão legal seria narrar a vida de uma menina que sempre se deu bem com as palavras, mas que de repente elas não lhe eram mais familiares.

Seria uma tragédia? Seria um drama? Ou, talvez, a menina encontraria o amor de sua vida e, com ele, a inspiração para a escrita; aí, então, o livro se transformaria num belo romance meloso?

Não. Não. Não e não. Nada disso. A única coisa com a qual me preocupo no momento é com a minha destreza para a escrita. Para onde ela foi? Dizem que tudo na vida se desenvolve com prática. Então, o que me falta é prática.

É isso! Somente praticando posso me aproximar das palavras novamente.

Por isso, vou praticar. Vou escrever muito. Agora vou escrever tudo o que me vier à mente. Vou contar aos meus papéis como foram meus dias, meus passos, minhas angústias e felicidades… Enfim, vou contar tudo. Sempre gostei mesmo de escrever.

Ora, então nada mais justo que voltar àquela rotina de menina, de escrever diariamente o que me ocorria. Decidido! Não vou mais parar de escrever. Agora vou escrever tudo! Até me cansar. Até me acostumar. Até as palavras me abraçarem de novo e perceberem que o que mais quero é eternizá-las.

20130209-011028.jpg

Anúncios

A Primeira Flor

Minha mãe, sempre carinhosa com as pessoas que conhece, nunca deixa de ligar para parabenizar no dia do aniversário. Cresci ouvindo ela dizer pelo telefone “e aí, está colhendo mais uma flor?! Estou ligando para te dar os parabéns…”

Sabe, isso me marcou. Até hoje — a cada ano — me imagino colhendo uma flor, mais um ano de vida. E mais, como minha imaginação não tem limites, me imagino num jardim perfeito, com o dia ensolarado; eu com vestido camponês, chapéu, e uma cestinha na mão esquerda enquanto a mão direita colhe a bela flor.

Nesse jardim tem flores de várias cores e perfumes diferentes. Só posso dizer que é lindo!

Hoje não é o meu aniversário (o meu é dia doze), no entanto, hoje é um dia duplamente especial para mim. Primeiro porque o Diário está completando seu primeiro ano de existência (leia o primeiro post aqui). E segundo, porque hoje completo sete meses de namoro. É ou não é um dia especial?

Dias atrás estava conversando com a minha mãe e juntas estávamos fazendo uma “mini” retrospectiva de 2012. Percebemos, então, o quanto esse ano passou rápido e o quanto Deus permaneceu fiel e cuidadoso. Isso é muito bom!

O Diário me faz tão bem. Sempre que preciso desabafar, corro para montar um texto, isso faz com que eu me sinta melhor. Escrever é uma das formas mais lindas que encontrei para aprender mais com Deus. Consigo organizar melhor meus pensamentos, e assim registrar as lições que aprendo com as circunstâncias do dia a dia.

Conheci muitas pessoas legais através do blog. Tenho um carinho enorme por cada leitor, e amo os comentários de incentivo que recebo. Oro para que Deus me capacite mais e mais, para que cada pessoa que vier aqui possa sair mais abençoada.

Como eu já disse, compartilho aqui meu modo simples de enxergar as coisas.

Sou cheia de dúvidas, indecisões, incertezas, e vontade de aprender sobre Deus e sobre a vida. Não me leia como quem lê um jornal de notícias, leia-me como quem lê palavras soltas: às vezes com sentido, às vezes, não.

Agradeço de coração a cada um que me acompanha por aqui, pelo Twitter e/ou pelo Facebook. Obrigada, obrigada mesmo! Que esse seja apenas o começo, até porque [em tudo] sou aprendiz.

FELIZ PRIMEIRO ANO DO DIÁRIO PARA NÓS!

Com [muito] carinho,