Cristianismo Básico – Parte 4

Enfim, querido(a) leitor(a), chegamos à quarta e última parte da resenha! (Leia ela completa aqui) Espero que até aqui você tenha tido uma noção de como o livro é bom. ‘A resposta do homem’ é o título dessa parte, e ela é dividida em ‘Calculando o custo’, ‘Tomando uma decisão’ e ‘Sendo um cristão’.

Parte4

Até aqui o livro abordou as evidências da divindade de Cristo, a necessidade do homem e aspectos da salvação de Cristo. Agora veremos nossa resposta a isso tudo. Primeiramente, em ‘Calculando o custo’, o autor nos apresenta as implicações de nosso compromisso individual com Deus. Em ‘o chamado para seguir a Cristo’, ele resume tal chamado em simplesmente ‘Siga-me’ (palavras de Jesus).

Seguir a Cristo é entregar a ele o direito sobre a nossa própria vida. É também abdicar ao trono do nosso coração e reverenciá-lo como nosso Rei. (p. 153)

Essa renuncia se refere a três coisas: negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e perder a sua vida.

Mais adiante ele aponta ‘o chamado para confessar a Cristo’, que significa ser reconhecido como um seguidor de Jesus, ou seja, viver como um discípulo verdadeiro de Cristo. E, para isso, o autor nos dá alguns ‘incentivos’: entregar-se a Cristo é viver uma vida de aventuras, ter prazer de servir a Deus e ao nosso próximo, é ter uma vida que expresse gratidão ao Senhor.

Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. (Mateus 16:24-25)

Em ‘tomando uma decisão’, vemos a importância dessa entrega, a importância de se decidir diante de Deus. Não basta somente acreditar em tudo o que foi apresentado até aqui, é preciso ‘responder’ a tudo isso com arrependimento e fé. Isso é um ato definitivo, individual, único, deliberado, urgente e indispensável.

Para finalizar, Stott nos apresenta uma série de responsabilidades que temos como seguidores de Cristo. Em ‘sendo um cristão’, ele nos mostra a importância de ser e não apenas de tornar-se um cristão. Ele começa com os ‘privilégios cristãos’, neles, podemos encontrar, de forma resumida, que agora temos um relacionamento íntimo, firme e seguro com Deus.

Como cristãos temos responsabilidades com Deus, com a igreja e com o mundo. Finalizo esta resenha com as palavras do próprio John Stott:

Poucas coisas impressionam mais as pessoas do que uma vida transformada por Cristo. (p. 196)

Não se esqueça, aqui você encontra o livro! Vale muito a pena adquiri-lo. Ao longo do ano postarei mais resenhas de outros livros.

Com carinho,

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Cristianismo Básico – Parte 3

NESTE LINK VOCÊ ENCONTRA AS PARTES 1 E 2

Parte3

Você que já acompanhou a resenha até aqui percebeu o quanto o livro é bom? Como o título propõe é algo básico para nós cristãos. É uma espécie de ‘leitura obrigatória’, e vale muito a pena.

Passemos, então, para a terceira parte do livro que se refere ‘A obra de Cristo’; nela contém as seguintes divisões: ‘a morte de Cristo’ e ‘a salvação em Cristo’. De um modo geral, Stott inicia dizendo que ‘o Cristianismo é uma religião de resgate’, ou seja, através de Jesus Cristo (tema central da Bíblia) somos libertos de nossos pecados e, sobretudo, reconciliamo-nos com Deus!

Começamos com ‘a morte de Cristo’ e é necessário, primeiro, apresentar ‘a centralidade da cruz’, justamente ‘para que possamos compreender que a morte de Jesus como um sacrifício pelo pecado é o cerne da mensagem da Bíblia’ (p. 111). O autor ilustra essa centralidade por meio do Antigo Testamento. Para exemplificar ‘o significado da Cruz’ ele traz palavras de Pedro e, por meio delas, nos apresenta ‘o exemplo de Cristo’.

O desafio da cruz é tão constrangedor hoje quanto foi no primeiro século; e é tão relevante hoje como foi no passado. (p. 119)

Em ‘Cristo carregou nossos pecados na cruz’, segue um trecho que, para mim, merece destaque:

Deus, que é ‘tão puro de olhos’ que não pode ver o mal, nem contemplar a opressão, virou o rosto para não contemplar aquela cena. Nossos pecados foram colocados entre o Pai e o Filho. O Senhor Jesus Cristo, que sempre esteve com o Pai, desfrutando de uma comunhão ininterrupta com ele, agora estava momentaneamente abandonado. Nossos pecados o levaram ao inferno. Ele experimentou o tormento da alma separada de Deus. Ao levar sobre si os nossos pecados, ele morreu em nosso lugar. Ele suportou o castigo da separação de Deus que nós, com nossos pecados, merecíamos. (p. 125, 126)

‘A salvação em Cristo’ começa com a nossa reconciliação com Deus e, progressivamente, passa para a libertação do nosso egoísmo nos capacitando para uma boa convivência com nossos semelhantes.  Isso é possível por meio d’o espírito de Cristo’, o Espírito Santo, que promove em nós uma mudança interior.

Nosso caráter humano é comparado a um pomar que está sendo cultivado pelo Espírito Santo. Se permitirmos que ele cultive as árvores boas, os frutos também serão bons. (p. 137)

Para finalizar esta parte três, Stott fala sobre a importância d’a igreja de Cristo’ e pontua que, embora participemos da igreja universal (Corpo de Cristo), precisamos participar de uma igreja local, pois nesta temos a oportunidade de adorar a Deus desfrutando da comunhão com outros irmãos e, também, de servir à comunidade de modo mais amplo. E isso faz parte da obra de Cristo.

Não deixe de acompanhar o blog para conferir a última parte! (Aqui você encontra o livro!)

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Cristianismo Básico – Parte 2

LEIA A PRIMEIRA PARTE AQUI

Parte2

Após examinar as evidências da divindade de Cristo, passamos agora para a parte dois da resenha e, também, para a parte dois do livro, que recebe o título ‘A necessidade do homem’. Essa parte é subdividida em ‘A realidade e a natureza do pecado’ e ‘as consequências do pecado’. Assuntos extremamente importantes para nos alinharmos à vontade de Deus.

Somente quando soubermos o diagnóstico da nossa enfermidade estaremos dispostos a tomar o remédio recomendado. (p. 80)

Em ‘A realidade e a natureza do pecado’, Stott inicia com uma apresentação d’a universalidade do pecado’. Salomão afirma que ‘não há homem que não peque’; o pregador de Eclesiastes afirma, por sua vez, que ‘não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que nunca peque’; vários salmos e os profetas também apresentam essa universalidade do pecado.

Mas, o que é pecado?

Conforme o tipo de pecado , ele é considerado de forma negativa ou positiva. Quando considerado de forma negativa, o pecado é entendido como falha ou defeito, identificado por algumas palavras como lapso, deslize ou erro. Também é retratado como fracasso ou falha ao tentar atingir um alvo. Outras o identificam com uma maldade que vem de dentro, uma disposição interna para o mal. Positivamente, pecado é transgressão. Pode ser descrito como o ato de transpor um limite, transgredir a lei ou violar a justiça. (p. 83)

Após esclarecer sobre a universalidade do pecado, o autor faz um esboço dos dez mandamentos, que – particularmente – me marcou muito enquanto eu lia. Em cada um dos mandamentos ele mostra, de forma sutil, como pecamos o tempo todo e como somos incapazes de obedecer a Deus. Sttot finaliza essa parte dizendo que ‘nada é mais poderoso para nos convencer de nossa pecaminosidade do que a sublime e justa lei de Deus’ (p. 92).

Passando agora para ‘as consequências do pecado’, vemo-nos diante das boas novas da salvação em Cristo. O resultado mais terrível do pecado é a ‘separação de Deus’. Stott cita uma belíssima frase de Agostinho:

Tu nos fizeste para ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti. (p. 98)

‘O pecado não somente separa; ele escraviza’, assim o autor nos apresenta uma série de exemplos disso. E, logo depois, ele nos mostra como o pecado afeta nossos relacionamentos: egoísmo, brigas por falta de compreensão e afins.

Ao finalizar esta segunda parte, chegamos à conclusão de que a condição humana é deplorável e que precisamos da graça que nos liberta de nós mesmos e que nos ajuda a controlar nosso eu: nosso Salvador Jesus Cristo. Não deixe de acompanhar o blog para conferir as outras duas partes. (Aqui você encontra o livro!)

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Cristianismo Básico – Parte 1

Há algo de que me orgulho muito em minha igreja local: lá tem uma biblioteca. Sim! Somos incentivados a ler bons livros que nos ajudem na caminhada cristã. Há 15 dias peguei o ‘Cristianismo Básico’; do escritor que conheci por meio do livro ‘Crer é também pensar’ e me apaixonei por sua simplicidade e profundidade ao expor assuntos tão importantes.

John Robert Walmsley Stott (1921 – 2011) foi um líder anglicano britânico, conhecido como uma das grandes lideranças mundiais evangélicas. Teólogo, escritor e evangelista. Autor de mais de 40 livros. Foi um dos principais autores do pacto de Lausana, em 1974. Em 2005, a revista Time classificou Stott entre as 100 pessoas mais influentes do mundo.

Parte1

O livro (foto) foi traduzido pelo músico, professor, tradutor, intérprete de conferências e escritor Jorge Camargo, tem 208 páginas e foi publicado em 2007 pela editora Ultimato. É dividido em quadro partes e cada uma delas contém algumas subdivisões.

Vou dividir essa resenha, portanto, em quatro textos para não me estender muito em um texto só. Quero, com este, compartilhar um pouco do tanto que esse livro me edificou.

Vamos lá!

Começamos com um prefácio que nos instiga a conhecer um pouco mais acerca do cristianismo e que nos alerta dizendo que:

Devemos assumir um compromisso pessoal com o Senhor Jesus (…). Devemos nos humilhar diante dele. Devemos confiar nele como nosso Salvador e nos submetermos a ele como nosso Senhor; para então assumirmos nossos lugares como membros fiéis da igreja e cidadãos responsáveis dentro da comunidade. (p. 10)

Passamos, então, para uma ‘abordagem correta’, na qual precisamos entender a iniciativa de Deus: Ele falou e agiu. ‘O cristianismo é uma religião de salvação’ (…) é uma ‘mensagem de um Deus que amou, buscou e morreu pelos pecadores perdidos’. Diante disso ‘nós precisamos buscar a Deus’.

Como buscar a Deus? John Stott destaca quatro formas: diligentemente, humildemente, honestamente, obedientemente. ‘Devemos pôr de lado a apatia, o orgulho, o preconceito e o pecado, e buscar a Deus a despeito das consequências’.

Começando a primeira parte, que é dividida em três seções, o autor apresenta ‘as afirmações de Cristo’ (primeira seção) para provar que Ele é realmente o filho de Deus e para isso declara que ‘iremos estudá-lo a partir dos Evangelhos’ (Mateus, Marcos, Lucas e João). A primeira coisa que precisamos nos atentar é para o ensino de Cristo, que é autocentrado, ou seja, Ele falava de si mesmo.

E ao falar, suas afirmações eram inusitadas, diretas e indiretas:

(…) suas afirmações diretas [‘Eu e o Pai somos um’, por exemplo] se referem a ele não apenas como o Messias, mas também como divindade. Sua afirmação de que Ele era o filho de Deus foi mais que messiânica; com isso Ele descreveu seu relacionamento único e eterno com Deus. (p. 32)

Já as indiretas tinham algumas funções específicas, como perdoar pecados, conceder vida, ensinar a verdade e julgar o mundo. Tais afirmações cabiam somente a Deus, mas Cristo as atribuiu a si mesmo.

Stott traz, ainda, outro tipo de afirmações, as dramatizadas. ‘Podemos dizer que os milagres eram representações das parábolas de Jesus, uma expressão visual de suas declarações’ (grifo meu). Enfim, com todas essas afirmações começamos a investigar um pouco mais sobre a vida da pessoa central do cristianismo.

A segunda seção vai abordar ‘o caráter [altruísta] de Cristo’ de uma forma linda. É possível, por meio dessa parte, conhecer ainda mais características de Jesus. Stott analisa ‘o que Cristo disse de si mesmo’, ‘o que disseram os amigos de Jesus’, ‘o que os inimigos de Cristo reconheceram’ e ‘o que podemos ver por nós mesmos’. Não vou explorar muito cada um desses subtítulos, pois minha intenção com esta resenha é te incentivar a ler o livro inteiro.

No entanto, é importante ressaltar uma questão sobre o caráter de Cristo:

Ele acreditava firmemente naquilo que ensinava, mas não era um fanático. Sua doutrina era fora do comum, mas ele não era um excêntrico. Há evidências tanto da sua divindade quanto da sua humanidade. Ele se cansava. Ele precisava dormir, comer e beber como qualquer outro homem. Ele sentiu as emoções humanas de amor e ira, alegria e tristeza. Ele era completamente humano, e no entanto, não era apenas um homem. (p. 54)

Na terceira e última seção da primeira parte, o autor fala sobre as evidências históricas d‘a ressurreição de Cristo’. Ele começa com o fato de que ‘o corpo [de Cristo] desapareceu [do túmulo]’, abordando cinco teorias/argumentos que são contra isso, mas que não apresentam evidências históricas. Justamente por isso, Stott afirma que:

Diante da falta de qualquer explicação alternativa razoável, talvez possamos ser perdoados se preferirmos a narrativa simples e sóbria dos Evangelhos, ao descrever os eventos do primeiro dia da Páscoa. O corpo de Jesus não foi removido do sepulcro por homens; ele foi ressuscitado por Deus. (p. 64 e 65)

Após fazer tal ressalva, ele parte para as evidências da ressurreição. A primeira evidência é que ‘as vestes do sepultamento estavam intocadas’. Podemos entender isso com as palavras de João: ‘A seguir Simão Pedro, que vinha atrás dele, chegou, entrou no sepulcro e viu as faixas de linho, bem como o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus. Ele estava dobrado à parte, separado das faixas de linho’ (João 20:6-7).

Por fim, Stott reafirma, com as palavras de Paulo, que ‘muitos viram o Senhor’:

(…) e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo. (1 Coríntios 15:5-8)

E, finalmente, que ‘os discípulos foram transformados’. John Stott aponta que ‘os homens que aparecem nas páginas dos Evangelhos são diferentes daqueles que vemos no livro de Atos’. As duas mudanças que ele destaca são em Pedro e em Tiago.

Com essa primeira parte deu para ter noção (e curiosidade) do tanto que esse livro é bom? Vale muito a pena lê-lo e relê-lo.  Não deixe de acompanhar o blog para conferir as outras três partes. (Aqui você encontra o livro!)

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