Jesus e as crianças

Confiança, dependência e humildade. Creio que essas três qualidades são as que se destacam no caráter das crianças (claro que cada criança tem sua particularidade, digo de um modo geral). E é justamente observando isso que percebo o quanto precisamos ser como elas, independente da nossa idade.

Você se lembra da sua infância? Era bom não ter preocupações, ter em quem se apoiar (geralmente nos responsáveis); enxergar o mundo com olhos curiosos, que estão sempre em busca de conhecimento; ver a vida como algo espetacular, na qual tudo é festa; e superar as lágrimas com doces, brinquedos e sorrisos. Né?

As crianças têm sensibilidade e vivem tudo intensamente. Quando querem algo, querem mesmo. Quando não gostam de determinado alimento, não gostam, e ainda choram para não comê-lo. Chega a ser fascinante observar as reações delas diante das situações em que se encontram, são sinceras.

Mas, e Jesus? Como lidava com as crianças?

Em Marcos 10:13-16 acontece algo que nos ensina várias lições:

Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: “Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas. Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”. Em seguida, tomou as crianças nos braços, impôs-lhes as mãos e as abençoou.

Nesse trecho percebemos dois grupos de pessoas: um que trazia as crianças e o outro que as repreendiam. Existem pessoas que advertem (de maneira errada) os pequeninos, e com isso os afastam dos caminhos de Deus. Precisamos atrair as crianças para perto do Senhor, ou seja, é nosso dever fazer parte do primeiro grupo, pois Jesus ficou indignado com a atitude dos discípulos, que faziam parte do outro.

Jesus adverte os discípulos e as pessoas que ali estavam, dizendo que o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes às crianças. E que quem não o recebe como uma criança não entrará nele. Subentende-se que Deus requer de nós, principalmente, confiança, dependência e humildade.

Por exemplo, a criança quando vai atravessar a rua — de mãos dadas com um adulto — não se preocupa em observar se a mesma está livre de automóveis, ela simplesmente confia naquele adulto que a está guiando. É exatamente assim que temos que confiar em Deus.

No momento em que a criança precisa de algo, não hesita em chamar pelos seus responsáveis, pois depende totalmente deles. Portanto, é assim que devemos depender de Deus: totalmente.

Não há arrogância nessas atitudes infantis, pelo contrário, é preciso humildade para confiar e depender de alguém dessa forma. Aprendamos com as crianças, então!

Enfim, ainda analisando o trecho, vemos que Jesus tomou as crianças nos braços e as abençoou. Sabe o que aprendemos com isso? Que quando confiamos em Deus e dependemos dEle (em/para tudo) com humildade, obediência e submissão, Ele nos abraça e nos abençoa.

Que através das nossas vidas as crianças sejam atraídas aos caminhos de Deus, e não afastadas. E quanto a nós, que sejamos como elas, que amam a Deus pelo que Ele é, com sinceridade.

[Nota: texto baseado nas palavras da minha querida amiga Luciana, dia 05/09 na Igreja]

Com carinho,

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