‘Se eu pudesse viver minha vida novamente’

A cor da capa, a imagem e o título bem grande despertaram-me os olhos em um sebo de Belo Horizonte. Eu já havia lido o autor em outras oportunidades. Mas ainda queria conhecê-lo mais.

O autor, Rubem Alves, é ‘Pedagogo, poeta e filósofo de todas as horas, cronista do cotidiano, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, psicanalista’ e mais uma porção de coisas.

O título (acima) é o título do livro que comprei (no final de 2013). Já no título, encontrei um convite para mergulhar em emoções, hipóteses, dúvidas, questionamentos, arrependimentos, alegrias, memórias, tristezas… Enfim, em tudo o que envolve a vida. 

Não o li assim que o comprei. Guardei-o em minha ‘biblioteca’ para no momento certo lê-lo.

Então, neste mês, com voz suave, o livro me convidou para que eu o pegasse. Acatei o pedido. Devorei-o!

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A edição que li (11ª) é da Verus Editora e foi publicada em 2004. O livro é composto por duas partes. A primeira é ‘sobre nostalgia, sonhos perdas e ganhos…’; nesta há 14 crônicas.

Minha máquina do tempo é feita com memórias e palavras. (p. 74)

A segunda é ‘sobre os pequenos detalhes que fazem toda a diferença’; nesta, também, 14 crônicas.

Primeira lição da psicanálise: se você quiser descobrir segredos, preste atenção nas coisas pequenas, aquelas coisas que ninguém nota. (p. 116)

O modo de escrita do Rubem é maravilhoso. Embora parasse a leitura de trecho em trecho para marcá-los com um post-it, a leitura é leve e flui naturalmente.

Algo que é importante ressaltar é que o autor é um verdadeiro apontador de caminhos. Isso é sensacional! Seus textos indicam outros textos, outros autores e outros livros. Você nunca sai sozinho de seus livros.

(Depois vou listar esses caminhos, ok?)

Deixo a dica e já afirmo: vale muito a leitura! (:

Onde comprar? Clique aqui.

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O que estou ouvindo?

Nada melhor que férias para coloca a ‘vida’ em dia, né? Tô aproveitando que as minhas acabaram de começar e já montei uma Playlist bem legal com minhas mais recentes músicas/bandas/cantores favoritos.

É muito difícil escolher apenas uma música de cada, mas, vamos lá!

@EuDanielaAraujo

Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. (Salmos 139:16)

@eufelipevalente

Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo… (Salmos 40:17)

@LoChaves

Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. (Isaías 55:6)

@OsArrais

Desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça… (Gálatas 1:15)

@thiagogrulha

Seja constante o amor fraternal. (Hebreus 13:1)

 

Cada música para um momento e todas para ouvir repetidas vezes. Canções que são verdadeiras orações e que nos levam a refletir enquanto caminhamos com Cristo.

São lindas, né? Caso alguém conheça alguma banda/cantor com estilo musical semelhante, me fale nos comentários ou pelo Twitter. Amo conhecer e compartilhar músicas. =)

Com carinho,

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E quando tudo dá ‘errado’?

Hoje foi um dia daqueles!

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Acordei bem, aproveitando meu último dia do feriado. Tomei meu café já emendando o almoço. Logo após peguei um pequeno bloquinho com folhas compridas e fiz uma listinha de tudo o que pretendia fazer.

Anotei algumas coisas em ordem de prioridades e saímos, eu e minha mãe.

Em poucas horas de passeio, já percebi que algumas coisas não dariam certo. Porém, para salvar minha tarde, passei em uma loja para mostrar uma surpresa à minha mãe que se encantou com o que mostrei-lhe. Esse momento do dia nos rendeu sorrisos.

Mas, como nem tudo são flores, em poucos passos já vi que minha atividade principal do dia desceria por água abaixo: não deu nada certo!

Fiquei frustrada. Saí de casa, principalmente, com a pretensão de que daria tudo certo. No entanto, minha memória me traiu e me esqueci de um item importante para completar o que eu tanto queria fazer.

Enfim, depois de várias tentativas para solucionar o problema (inclusive lágrimas), resolvemos voltar para casa.

Perguntei-me o porquê de tudo aquilo e depois de me acalmar, fiz questão de me lembrar de um verso da Palavra de Deus:

‘Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus…’ (Romanos 8:28)

Esse foi (e sempre é!) meu consolo.

Depois que a parte chata passou, lembrei-me do momento do meu dia que mais me fez sorrir e coloquei-o como o ‘principal’ do dia.

Isso me fez perceber o cuidado de Deus, pois o momento bom é também parte da realização de um grande sonho meu. Inverti as prioridades do meu dia e ficou tudo bem.

Sabe o que aprendi? Que quando tudo dá ‘errado’ é porque precisamos aprender algo.

E que às vezes é isto que é preciso fazer: inverter prioridades para enxergar o que, de fato, vale a pena. A vida é preenchida por momentos e a gente passa por alguns que são ruins mesmo. Mas, atrelados a eles sempre há os momentos bons, dos quais ganhamos grandes lições.

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Da minha vontade de [sempre] escrever

Às vezes passo longos dias com efervescências mentais. Parece que em minha cabeça há mil assuntos para serem descarregados em uma folha de papel. Porém, o mais curioso disso é que quando paro para organizar tais ideias, parece que elas se escondem dentro de mim como se não quisessem sair.

“Tudo bem! Em uma outra oportunidade, tento mais uma vez”, é o que eu sempre penso para me consolar.

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Acontece que apareceram as outras oportunidades – muitas, inclusive! – e mesmo assim, as ideias não quiseram saltar de mim. O que fazer quando as palavras não são suficientes para transpor o que há dentro da gente?

Se nem as palavras me são suficientes, o que será?

Lembro-me de todas as outras vezes, não fracassadas, em que consegui (quase como um ato de libertação) escrever o que eu queria. Outrora, selecionava um tema legal e discorria sem medo. Palavras me vinham como chuva.

Ah! Que tempo bom!

Vivo, nos últimos dias, em uma estação sem chuva. Sem palavras! “Olha: ‘A menina sem palavras’ já seria um bom título de livro”. Mas como escrever um livro se nem um simples texto eu consigo? Volto à ideia do livro e penso no quão legal seria narrar a vida de uma menina que sempre se deu bem com as palavras, mas que de repente elas não lhe eram mais familiares.

Seria uma tragédia? Seria um drama? Ou, talvez, a menina encontraria o amor de sua vida e, com ele, a inspiração para a escrita; aí, então, o livro se transformaria num belo romance meloso?

Não. Não. Não e não. Nada disso. A única coisa com a qual me preocupo no momento é com a minha destreza para a escrita. Para onde ela foi? Dizem que tudo na vida se desenvolve com prática. Então, o que me falta é prática.

É isso! Somente praticando posso me aproximar das palavras novamente.

Por isso, vou praticar. Vou escrever muito. Agora vou escrever tudo o que me vier à mente. Vou contar aos meus papéis como foram meus dias, meus passos, minhas angústias e felicidades… Enfim, vou contar tudo. Sempre gostei mesmo de escrever.

Ora, então nada mais justo que voltar àquela rotina de menina, de escrever diariamente o que me ocorria. Decidido! Não vou mais parar de escrever. Agora vou escrever tudo! Até me cansar. Até me acostumar. Até as palavras me abraçarem de novo e perceberem que o que mais quero é eternizá-las.

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Cristianismo Básico – Parte 4

Enfim, querido(a) leitor(a), chegamos à quarta e última parte da resenha! (Leia ela completa aqui) Espero que até aqui você tenha tido uma noção de como o livro é bom. ‘A resposta do homem’ é o título dessa parte, e ela é dividida em ‘Calculando o custo’, ‘Tomando uma decisão’ e ‘Sendo um cristão’.

Parte4

Até aqui o livro abordou as evidências da divindade de Cristo, a necessidade do homem e aspectos da salvação de Cristo. Agora veremos nossa resposta a isso tudo. Primeiramente, em ‘Calculando o custo’, o autor nos apresenta as implicações de nosso compromisso individual com Deus. Em ‘o chamado para seguir a Cristo’, ele resume tal chamado em simplesmente ‘Siga-me’ (palavras de Jesus).

Seguir a Cristo é entregar a ele o direito sobre a nossa própria vida. É também abdicar ao trono do nosso coração e reverenciá-lo como nosso Rei. (p. 153)

Essa renuncia se refere a três coisas: negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e perder a sua vida.

Mais adiante ele aponta ‘o chamado para confessar a Cristo’, que significa ser reconhecido como um seguidor de Jesus, ou seja, viver como um discípulo verdadeiro de Cristo. E, para isso, o autor nos dá alguns ‘incentivos’: entregar-se a Cristo é viver uma vida de aventuras, ter prazer de servir a Deus e ao nosso próximo, é ter uma vida que expresse gratidão ao Senhor.

Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. (Mateus 16:24-25)

Em ‘tomando uma decisão’, vemos a importância dessa entrega, a importância de se decidir diante de Deus. Não basta somente acreditar em tudo o que foi apresentado até aqui, é preciso ‘responder’ a tudo isso com arrependimento e fé. Isso é um ato definitivo, individual, único, deliberado, urgente e indispensável.

Para finalizar, Stott nos apresenta uma série de responsabilidades que temos como seguidores de Cristo. Em ‘sendo um cristão’, ele nos mostra a importância de ser e não apenas de tornar-se um cristão. Ele começa com os ‘privilégios cristãos’, neles, podemos encontrar, de forma resumida, que agora temos um relacionamento íntimo, firme e seguro com Deus.

Como cristãos temos responsabilidades com Deus, com a igreja e com o mundo. Finalizo esta resenha com as palavras do próprio John Stott:

Poucas coisas impressionam mais as pessoas do que uma vida transformada por Cristo. (p. 196)

Não se esqueça, aqui você encontra o livro! Vale muito a pena adquiri-lo. Ao longo do ano postarei mais resenhas de outros livros.

Com carinho,

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Cristianismo Básico – Parte 3

NESTE LINK VOCÊ ENCONTRA AS PARTES 1 E 2

Parte3

Você que já acompanhou a resenha até aqui percebeu o quanto o livro é bom? Como o título propõe é algo básico para nós cristãos. É uma espécie de ‘leitura obrigatória’, e vale muito a pena.

Passemos, então, para a terceira parte do livro que se refere ‘A obra de Cristo’; nela contém as seguintes divisões: ‘a morte de Cristo’ e ‘a salvação em Cristo’. De um modo geral, Stott inicia dizendo que ‘o Cristianismo é uma religião de resgate’, ou seja, através de Jesus Cristo (tema central da Bíblia) somos libertos de nossos pecados e, sobretudo, reconciliamo-nos com Deus!

Começamos com ‘a morte de Cristo’ e é necessário, primeiro, apresentar ‘a centralidade da cruz’, justamente ‘para que possamos compreender que a morte de Jesus como um sacrifício pelo pecado é o cerne da mensagem da Bíblia’ (p. 111). O autor ilustra essa centralidade por meio do Antigo Testamento. Para exemplificar ‘o significado da Cruz’ ele traz palavras de Pedro e, por meio delas, nos apresenta ‘o exemplo de Cristo’.

O desafio da cruz é tão constrangedor hoje quanto foi no primeiro século; e é tão relevante hoje como foi no passado. (p. 119)

Em ‘Cristo carregou nossos pecados na cruz’, segue um trecho que, para mim, merece destaque:

Deus, que é ‘tão puro de olhos’ que não pode ver o mal, nem contemplar a opressão, virou o rosto para não contemplar aquela cena. Nossos pecados foram colocados entre o Pai e o Filho. O Senhor Jesus Cristo, que sempre esteve com o Pai, desfrutando de uma comunhão ininterrupta com ele, agora estava momentaneamente abandonado. Nossos pecados o levaram ao inferno. Ele experimentou o tormento da alma separada de Deus. Ao levar sobre si os nossos pecados, ele morreu em nosso lugar. Ele suportou o castigo da separação de Deus que nós, com nossos pecados, merecíamos. (p. 125, 126)

‘A salvação em Cristo’ começa com a nossa reconciliação com Deus e, progressivamente, passa para a libertação do nosso egoísmo nos capacitando para uma boa convivência com nossos semelhantes.  Isso é possível por meio d’o espírito de Cristo’, o Espírito Santo, que promove em nós uma mudança interior.

Nosso caráter humano é comparado a um pomar que está sendo cultivado pelo Espírito Santo. Se permitirmos que ele cultive as árvores boas, os frutos também serão bons. (p. 137)

Para finalizar esta parte três, Stott fala sobre a importância d’a igreja de Cristo’ e pontua que, embora participemos da igreja universal (Corpo de Cristo), precisamos participar de uma igreja local, pois nesta temos a oportunidade de adorar a Deus desfrutando da comunhão com outros irmãos e, também, de servir à comunidade de modo mais amplo. E isso faz parte da obra de Cristo.

Não deixe de acompanhar o blog para conferir a última parte! (Aqui você encontra o livro!)

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Cristianismo Básico – Parte 2

LEIA A PRIMEIRA PARTE AQUI

Parte2

Após examinar as evidências da divindade de Cristo, passamos agora para a parte dois da resenha e, também, para a parte dois do livro, que recebe o título ‘A necessidade do homem’. Essa parte é subdividida em ‘A realidade e a natureza do pecado’ e ‘as consequências do pecado’. Assuntos extremamente importantes para nos alinharmos à vontade de Deus.

Somente quando soubermos o diagnóstico da nossa enfermidade estaremos dispostos a tomar o remédio recomendado. (p. 80)

Em ‘A realidade e a natureza do pecado’, Stott inicia com uma apresentação d’a universalidade do pecado’. Salomão afirma que ‘não há homem que não peque’; o pregador de Eclesiastes afirma, por sua vez, que ‘não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que nunca peque’; vários salmos e os profetas também apresentam essa universalidade do pecado.

Mas, o que é pecado?

Conforme o tipo de pecado , ele é considerado de forma negativa ou positiva. Quando considerado de forma negativa, o pecado é entendido como falha ou defeito, identificado por algumas palavras como lapso, deslize ou erro. Também é retratado como fracasso ou falha ao tentar atingir um alvo. Outras o identificam com uma maldade que vem de dentro, uma disposição interna para o mal. Positivamente, pecado é transgressão. Pode ser descrito como o ato de transpor um limite, transgredir a lei ou violar a justiça. (p. 83)

Após esclarecer sobre a universalidade do pecado, o autor faz um esboço dos dez mandamentos, que – particularmente – me marcou muito enquanto eu lia. Em cada um dos mandamentos ele mostra, de forma sutil, como pecamos o tempo todo e como somos incapazes de obedecer a Deus. Sttot finaliza essa parte dizendo que ‘nada é mais poderoso para nos convencer de nossa pecaminosidade do que a sublime e justa lei de Deus’ (p. 92).

Passando agora para ‘as consequências do pecado’, vemo-nos diante das boas novas da salvação em Cristo. O resultado mais terrível do pecado é a ‘separação de Deus’. Stott cita uma belíssima frase de Agostinho:

Tu nos fizeste para ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti. (p. 98)

‘O pecado não somente separa; ele escraviza’, assim o autor nos apresenta uma série de exemplos disso. E, logo depois, ele nos mostra como o pecado afeta nossos relacionamentos: egoísmo, brigas por falta de compreensão e afins.

Ao finalizar esta segunda parte, chegamos à conclusão de que a condição humana é deplorável e que precisamos da graça que nos liberta de nós mesmos e que nos ajuda a controlar nosso eu: nosso Salvador Jesus Cristo. Não deixe de acompanhar o blog para conferir as outras duas partes. (Aqui você encontra o livro!)

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