O coração

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Um coração, criado antes da criação,
foi gerado por amor à humanidade

Esse coração veio à luz
todavia, conheceu nossa obscuridade

Por isso, o mesmo coração parou de bater
por três dias não mais houve embalo, nem musicalidade

Céu sem cor, terra sem ação

Contudo, o forte coração voltou à vida
missão cumprida! Uniu a humanidade à eternidade!

Tathiana Oliveira
Belo Horizonte, 2014

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O cuidado

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Ele cuida dos passarinhos.
Ele veste os lírios do campo.
Ele pinta um nascer e um pôr-do-sol por dia…

Tudo está sob Seu domínio e cuidado!

O sol se vai, o céu escuro se torna,
então Deus acende as estrelas,
chamando-as, uma a uma, pelo nome!

Tudo está sob Seu domínio e cuidado!

Tathiana Oliveira
Belo Horizonte, 2014

É natal

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Uma estrela brilhou, é natal
Os céus anunciam o nascimento do Salvador

Ele veio de forma singela
Embora rico, não ostentou luxo
Preferiu conhecer a luz em meio à criação
Seu primeiro choro se misturou aos ruídos dos animais

Os céus se alegram com a vinda do Salvador
Uma noite especial, é natal

Ele cresceu de forma simples
Embora com tudo em mãos, escolheu a renúncia
Preferiu, por amor, obedecer ao Pai
Seus primeiros passos trouxeram boas notícias

Uma estrela brilhou, é natal
A terra, que estava em trevas, enfim, enxergou a Luz

Tathiana Oliveira
Belo Horizonte, 2013

O caminhar da folha

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A folha voa com o vento
Suave vento que a leva para onde quer
Ela não lhe pergunta o caminho
Ela, simplesmente, vai!

Nos laços do amor
Nos laços da bondade
Ela vai!

Rendida ao sussurrar do vento
Rendida à leveza de seu toque
Ela vai. Simplesmente vai!

A folha voa com o vento
Suave vento que a leva para perto de Deus…

Tathiana Oliveira
Belo Horizonte, 2013

Janela

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Bem aqui dentro, num canto singelo da alma, coloquei uma janela

Escolhi deixá-la sempre aberta, faço isso pra não me adoecer

Porque alma sem estações, enferruja;
E alma sem natureza, entristece;

É pra isso a janela: pra encher de vida a vida da gente!

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Momentos

Alegria toma conta, me sinto especialmente feliz por alguns motivos bobos, motivos meus; tão meus…

Minh’alma brinca, o riso é fácil por alguns motivos efêmeros, motivos meus; tão meus…

Guardo esses momentos como a criança guarda os brinquedos depois da diversão

Guardo esses momentos e deixo-os bem aqui, do lado de dentro, no coração

São coisas minhas, momentos meus; tão meus que se eu contar, francamente, ninguém entende!

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A semente

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Sonho é uma semente que vive dentro da gente. Certa vez aprendi que as sementes ‘dormem’ e que existe um tempo certo para a germinação. Sendo assim, a comparação é mais certeira ainda.

(Amo metáforas!)

Já imaginei meu coração como um imenso terreno. Aí, em cada pedacinho dele, uma semente plantada. Algumas sementes não sobrevivem, outras se tornam pequenos arbustos, outras, árvores enormes.

Amo regar essas sementes. A água mais doce que desce sobre elas é a oração. Faço prece para que germinem, para que o Grande Jardineiro aprove cada uma.

Muitas sementinhas surgem de surpresa, parece até que vêm do próprio terreno. Outras, eu mesma coloco aqui. Nem sempre são boas, algumas, inclusive, morrem com o tempo.

Não sei a qualidade de cada semente. O Grande Jardineiro sabe! Confio nele. Deixo que ele — especialista em plantações — cultive as sementinhas em meu lugar.

Porém, não é fácil. Tenho dificuldade para esperar ‘o tempo de plantar, e o tempo de colher’. Bem queria que o processo ocorresse da noite para o dia, no entanto, já aprendi que não é assim.

Quanto mais água doce, mais seletivo o terreno fica. Algumas sementinhas sobrevivem e crescem, outras somem. Acho que isso é bem natural.

Em certos momentos me pego pensando: ‘o que aconteceu com aquela sementinha que plantei em 2008?’; ou ainda: ‘esta sementinha plantei em 2007, veja só, agora que está germinando!’. São processos, fazem parte da vida.

Recentemente vi crescer algumas coisas em meu coração. Hoje até posso descansar sob a sombra de algumas árvores resultantes de sementinhas plantadas outrora. Coisa linda!

Alguns dos nossos sonhos realizados não produzem benefícios apenas para nós mesmos. As árvores não escolhem as pessoas para sombrear, elas simplesmente sombreiam o que estiver por perto.

Acho que esse é um dos critérios do Grande Jardineiro — que não é egoísta. Penso que quando ele escolhe a semente, ele pensa também nas pessoas que serão alcançadas pela árvore, pelo refrigério de sua sombra.

De uns tempos para cá, venho percebendo o quão importante para o coração são as águas doces. Na medida certa, sabe? Porque não adianta despejar água sobre a semente errada, é preciso despejar gotículas para descobrir a semente certa.

Sonhos sempre existirão, são vida para o coração. E, olha, acredito muito que o Grande Jardineiro gosta de cuidar deles.

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