Reecontro

Um abraço. Um abraço apenas… Isso era o que aquele rapaz havia pedido ao pai.

A história é longa…

tumblr_ll5qk5YxRb1qfjasbo1_400

Rick era um jovem mediano que pouco se queixava de sua aparência. Satisfeito com seus estudos e emprego, pouco reclamava de sua vida pacata. Satisfeito, é a palavra adequada para ele.

Sua irmã mais nova tinha a personalidade parecida e juntos caminhavam pela vida. Inclusive, ela o ajudava a ser uma pessoa ainda mais tranquila.

Como tudo na vida, ele passava por altos e baixos. O fato de a vida não seguir um percurso retilíneo dá um certo alívio, pois são as curvas que renovam a nossa mente. Rick sabia disso.

Anos se passavam e nada de novo acontecia em sua vida. Pois bem… Num dia comum, nesses em que nada é previsto, Rick desabou em seu quarto. Sozinho.

Ajoelhado, próximo à sua cama, começou pensar. Passou um filme em sua cabeça, no qual o protagonista era ele mesmo. Suas lembranças, capazes de percorrer grandes distâncias, vieram ao seu encontro, abracaram-no com força.

Mesmo sabendo que cada dia tem seu valor, que cada momento da vida tem seu brilho, sentiu certa nostalgia de outrora. Mas, afinal, por que Rick, um rapaz tão satisfeito com tudo, estava com tanta tristeza assim, tão de repente?

Saudade. Era esse o sentimento incômodo que lhe invadiu o ser.

Diante de Deus, começou a chorar. Não saíram palavras de seus lábios, mas ele confiava que suas lágrimas seriam entendidas. Afinal, a saudade que sentia era de Deus. Saudade de passar tempo com Ele, de tê-lo como seu bem maior, como sua alegria.

Embora estivesse satisfeito com sua vida, sabia que quanto mais distante de Deus, mais vazio e acomodado ele ficava. Isso chegou ao ponto de ele não aguentar mais a ausência da presença que lhe movia.

Rick prometeu para si mesmo que correria menos atrás do vento, que sua corrida seria, então, por algo que realmente lhe faria bem, por algo que valesse a pena.

Ao final de sua prece, pediu um abraço, um abraço apenas era o que aquele rapaz pediu a Deus.

20130209-011028.jpg

Viragem

e5b4277d6f99fd143959a85d6611967976ce9464Era 31 de dezembro e ela não sabia o que fazer. Olhava para trás e chorava.

Sentada em seu sofá, em sua sala escura, os pisca-piscas de Natal dos vizinhos eram as únicas luzes que alcançavam seus olhos embaçados.

Suas lágrimas desciam ao sabor misto da alegria e da angústia. Alegria porque, é claro!, passou o ano inteiro com saúde, não podia reclamar.

Mas a angústia lhe acometeu porque as metas que ela havia traçado no ano anterior não foram cumpridas.

Foram 365 dias de oportunidades, mas nada aconteceu!

O papel no qual ela listou seus planos era meio amarronzado com umas flores vermelhas nas bordas. O título era ‘Para se cumprir’ e ao lado estava ‘2014’.

A lista não era grande, mas os dias se passaram e ela nada mais fez que ficar sentada em sua comodidade, esperando que as coisas acontecessem de repente. Nada mudou em sua rotina. Ela não mudou!

Sua distração favorita era rolar as timelines das redes sociais para enxergar a alegria e as conquistas dos outros – afinal, na internet só se vê gente feliz e de bem com a vida. Isso a deixava ainda mais alheia a tudo.

Ao longo do ano, quando saia de casa, vestia uma máscara que lhe escondia bem as verdadeiras sensações.

Justamente por isso que a angústia lhe invadiu o coração. Ela olhava pela janela e o brilho dos dias não lhe convidavam, preferia, no entanto, fechar os olhos e apenas idealizar. Pobre menina, esqueceu-se de viver.

Todas essas lembranças se misturavam em sua mente agitada e por isso chorava. O que a havia deixado tão sem vontades assim?

É verdade que a vida já lhe quebrou as expectativas várias vezes, mas isso não é motivo para estagnar-se. A vida passa e não espera, é preciso acompanhá-la.

O relógio marcava 23 horas e 50 minutos.

Rapidamente ela se levantou, enxugou as lágrimas, pegou o papel amarronzado do ano anterior, leu, releu e refez suas metas. No lugar de ‘Para se cumprir’, colocou ‘Vou me esforçar para…’ e, abaixo, listou coisas novas.

Ao final de sua pequena lista, colocou os seguintes dizeres:

‘Pois em ti está a fonte da vida; graças à tua luz, vemos a luz.’ (Salmos 36:9)

Assim, respirou fundo e estava se sentindo mais confiante para o próximo ano, para se esforçar por suas metas. Em Deus estava a sua fonte, então, bastava-lhe viver dEle.

O relógio marcou meia noite. Ela abraçou 2015 com tudo!

__________
* Viragem: s.m. Ato ou efeito de virar(-se). Mudança de direção dos automóveis.
Fotografia. Operação que consiste em modificar a tonalidade das provas, passando-as por diversos banhos.

Contentamento

Ao caminhar pelas ruas, Alice recebeu, de um moço mais velho, um folheto com o seguinte versículo bíblico:

Estejam sempre cheios de alegria no Senhor; e digo outra vez: regozijem-se!

Ao olhar para o moço, ela percebeu que ele não enxergava e não havia todos os dentes em sua boca, mas, mesmo assim, ele sorria.

Ela havia passado por uma semana bem triste, mas sua tristeza era por coisas mínimas.

Alice devolveu o sorriso e continuou caminhando. Algo agitou sua mente. Ela não sabia o que a havia mais surpreendido naquele momento, se era o verso ou o fato de aquele moço aparentar ser tão feliz mesmo limitado fisicamente.

Estava bem perto de sua casa e outra coisa chamou sua atenção: nunca havia se encontrado com aquele moço no bairro.

“Meu Deus, que moço bacana, e como ele parece ser feliz!”, ela pensou.

Parou em frente à padaria e se questionou: “Será que ele sente fome? Será que é morador de rua?”.

Entrou na padaria e se deparou com uma adolescente que estava acompanhada pela mãe.

Alice foi direto aos alimentos, pegou três pães, um bolo e uma caixa de leite. No balcão pediu um copo descartável e foi para a fila pagar sua compra.

Na fila, ouviu a adolescente dizer:

– Eu odeio este pão, mãe. Quero outro!

– Filha, você mesma viu que hoje não tem. Sempre compro tudo o que você me pede. Não sei mais o que fazer para te agradar… – a mãe explicou decepcionada.

– Odeio! Simplesmente odeio não ter o que eu quero.

Alice juntou as duas cenas na mente e formou uma verdadeira confusão, a ponto de ela fixar seus olhos na adolescente e a encarar, esquecendo-se de avançar na fila. Percebeu na hora o paradoxo: uns felizes com tão pouco e outros reclamando de mão cheia.

Pagou sua compra e apertou o passo até o moço. Alice o perguntou se ele estava com fome. Ele respondeu:

– Várias pessoas passaram por mim hoje. Sorri para o máximo que pude, acho que algumas me devolveram o sorriso; umas por dó, outras por alegria mesmo, mas ninguém me perguntou se eu queria comer algo… Engraçado é que alguns até jogaram moedinhas para mim. – ele sorriu de novo.

Alice também sorriu e esperou a resposta dele.

– Então, menina, o que você trouxe para mim?

– Tenho aqui três pães, bolo e leite. – ela respondeu empolgada.

– Deus é mesmo muito bom, por isso devemos viver contente em toda e qualquer situação e, também, devemos orar em todas as ocasiões. Ele cuida dos passarinhos… – ele sorriu novamente pegando um pão.

Alice colocou o leite no copo e o serviu, bem ali, na calçada do bairro, onde várias pessoas passavam diariamente. De repente, a mesma adolescente que estava na padaria, passou emburrada ao lado da mãe, do outro lado da rua – que era bem estreita.

– Acho que você deveria conversar um pouco com ele para você aprender a valorizar o que tem. – disse a mãe mostrando o moço à filha.

– Ele não tem o que comer, mãe? Todos os dias?

– Pergunte a ele.

Alice percebeu a conversa.

A adolescente se aproximou do moço e ele notou a presença dela. Retirou logo um folheto de seu bolso e a entregou antes que ela falasse algo.

Após ler o folheto, a adolescente desistiu de fazer a pergunta e voltou para perto de sua mãe mostrando-lhe o verso que falava de alegria. As duas foram embora, com certeza, impactadas pelo momento.

Alice se despediu do moço e prometeu que voltaria.

Ao chegar em casa, agradeceu a Deus por aquele dia e pelas lições. Ela pediu a Deus que nunca a deixasse esquecer que é preciso estar alegre sempre, independente das circunstâncias. E mais: aprendeu que Deus realmente cuidava de tudo, cabia a ela colocar toda a sua vida em oração e viver contente em toda e qualquer situação, até porque a alegria genuína vem de Deus e não de coisas.

20130209-011028.jpg

Um raio de luz

Leia a parte 1 (:

Após refletir muito sobre seus dias na cidade, Lúcia resolveu matricular-se num curso de Design. Amava desenhar e foi exatamente por esse motivo que se mudou para São Paulo.

Esperou alguns meses até o início do curso. Enquanto isso passava tempo lendo seus livros de poesia e ilustrando a maioria dos poemas lidos.

Lúcia era muito calma, quieta. Gostava de passar o dia deitada na rede ouvindo pássaros. No entanto, na cidade, isso era um pouco mais difícil. Até o pôr-do-sol se escondia em meio a tantos prédios…

A garota começou a fazer prece, pedia a Deus que a ajudasse a enxergar a beleza daquela cidade tão fria. Alguns dias se passaram.

Uma semana antes do seu curso começar, parou em uma banca de revistas próxima a um café bem frequentado da cidade, como de costume e comprou o jornal do dia; e foi tomar seu café.

Sentada à mesa sozinha, fez seu pedido e calmamente lia seu jornal.

– Posso me sentar aqui, senhorita? – perguntou um moço de, aparentemente, trinta e cinco anos.

– Opa! Claro! Desculpe-me, estava distraída, não o vi se aproximar. – respondeu com um sorriso tímido.

– Não se preocupe, eu que peço desculpas. – ele se sentou. – Hoje aqui está cheio, até parece que ninguém quis fazer café pela manhã. – sorriu.

Lúcia devolveu o sorriso e pensou que aquele moço poderia ser uma boa companhia naquela manhã.

– Qual é o seu nome?

– Lúcia.

– Que belo nome, Lúcia. Sabe o que ele significa, né?

– Ah, bem, acho que não. Nunca me preocupei com isso. – bebeu um gole de café e sorriu. – Hum! Hoje o café está uma delícia. Não vai pedir o seu?

– Oh, sim, claro! – respondeu meio desajeitado. – Mas, como eu ia dizendo, seu nome significa luz. Tenho certeza que combina com você.

Aquele moço falou de um jeito tão amigável que Lúcia se encantou. Será que ele seria um bom amigo? “Seu nome significa luz. Tenho certeza que combina com você”, a frase se repetiu em sua mente como um eco.

– Acho melhor beber meu café no caminho. Estou um pouco atrasado, – olhou para um relógio enorme que ficava próximo ao balcão. – Espero te ver de novo por aqui, Luz! Então, até mais.

“Luz? Ele me chamou de Luz?”

Lúcia se despediu de forma amigável. Esse foi, praticamente, seu primeiro encontro na cidade grande, mas ela nem ficou sabendo qual era o nome do moço. A palavra “luz” tomou conta do seu dia. Na verdade, iluminou seu olhar e ela, mais uma vez, lembrou-se de um verso, no qual Jesus afirmou que somos a luz do mundo (em Mateus 5:14).

A garota voltava para seu apartamento com outro semblante. “Não importa o lugar, tenho que ser luz”, ela pensava. Sorriu para si mesma. Talvez sem saber, aquele moço a ajudou a entender melhor o que ela devia fazer naquela cidade.

(*Este é o segundo post da série de textos sobre ‘a vida de Lúcia’ na cidade grande. Acompanhe!)

20130209-011028.jpg

Amor de Geladeira

Lúcia andava pelas ruas de uma grande metrópole do Brasil e a cada passo se deparava com um prédio. “Quanto edifício”, ela pensava. Acostumada com o verde se sua cidadezinha, ela se espantava com os muitos elementos acinzentados da cidade grande.

Era um típico dia de inverno, que, inclusive, deixava a cidade ainda mais fria. “Tenho saudade do meu cantinho, ainda não sei o que me trouxe até aqui”, ela se questionava. Embora tenha sido seu desejo conhecer a cidade, após um mês já sentia falta do seu ambiente natural.

A garota abria o jornal todos os dias. Pinçava algumas notícias legais, verificava o caderno de cultura e esportes, mas quando folheava o caderno de notícias, sentia vontade de chorar.

“A cada dia me surpreendo mais – de forma negativa – com o ser humano. Quanta maldade, quanta injustiça!”, ela pensava. Lúcia mantinha sua mente borbulhando, ainda não havia amigos para compartilhar suas ideias.

Olhando-se no espelho, Lúcia disse em voz alta:

– Por que as pessoas estão, cada vez mais, distantes de Deus? Por que entregam suas vidas aos seus próprios egos e cobiças? Por que usam outras pessoas como se fossem objetos descartáveis? Prejudicar, seja direta ou indiretamente, é verbo aprendido facilmente nos dias de hoje… Uma pena!

A garota, decepcionada, já havia entendido que amor ao próximo não era conselho acatado pela maioria das pessoas.

– Meu Deus, por que tanta maldade? Onde está o amor? – ela continuava seu discurso.

Lembrou-se, então, de um verso anunciado por Jesus, que dizia que o amor de muitos esfriaria (em Mateus 24:12). E, de fato, há algum tempo o amor foi guardado em uma geladeira e aos poucos vem sofrendo mudanças de temperatura. Isso é bem visível.

Já há um bom tempo que, qualquer pequeno ato de amor, qualquer gesto de afeto, é uma pequena faísca que impede o congelamento total do amor. E pode reacender, mesmo que aos poucos, a chama do amor na sociedade.

Lúcia não sabia se seu lugar era na cidade grande semeando o amor (com dificuldade), ou em sua cidadezinha, na qual a semeadura era mais fácil. No entanto, uma coisa era certa em meio àquelas dúvidas: “é preciso amar; é preciso encher-se do amor de Deus para, assim, plantá-lo em outros corações”.

Seu passeio durou mais que o esperado, e Lúcia conseguiu deixar a sementinha do amor em cada um de seus passos.

(*Começa, com este post, uma série de textos sobre ‘a vida de Lúcia’ na cidade grande. Acompanhe!)20130209-011028.jpg

Paz que guarda coração

tumblr_md1oxjsnpC1qcht80o1_500

Era uma segunda-feira cinza. Parecia ter acordado meio triste…

O sol já estava em seu devido lugar, mas as muitas nuvens o escondiam.

Ela se entristeceu também. Sentir-se bem era tudo o que seu coração queria.

Ao andar pelo jardim de sua casa, encontrou um vidrinho que chamou sua atenção.

“Limpei tudo há pouco tempo, o que este vidrinho está fazendo aqui?”

Curiosa, ela carregou o objeto até o balanço que ficava perto do jardim. Balançando bem devagar, ela observava o vidrinho com muita atenção.

Inclusive, esquecera-se que o dia estava triste.

“Este vidrinho tem um cheirinho tão bom, será que guardava algum perfume?”

Sua curiosidade crescia mais a cada momento, até que ela decidiu abrir o vidrinho.

Na tampa, havia algumas letras que ela se esforçou para ler.

“Filipenses 4:7!”

Lembrou-se que conhecia essa referência, mas que precisava conferir.

Fechou o vidrinho e segurando-o com toda força, correu até seu quarto.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.

Ao ler essa frase, concluiu que aquele vidrinho representava a paz; rapidamente foi até o jardim, pegou uma folha seca e a recortou em forma de coração.

Colocou a folha dentro do vidrinho e fez uma prece para que Deus fizesse o mesmo com seu coração.

Respirou fundo, e, bem empolgada, contou para sua mãe:

“Foi numa paz que excede todo o entendimento… que Ele guardou meu coração.”

20130209-011028.jpg

Meus pensamentos – parte 2/2

(Esse post é uma continuação. Leia a primeira parte aqui para entender)
E eu estava ainda de olhos fechados, escutando a chuva apenas… O barulho dela era como massagem para meus ouvidos e proporcionava aos meus pensamentos uma maior liberdade nas escolhas.
Então, meus pensamentos acordaram, mas ainda não sabiam o que fazer. Aquele Homem os estava chamando para DESCANSO e eles queriam permanecer em DÚVIDAS. Todas as vezes que foram para lá, de fato, eles ficaram em paz e tranquilos, mesmo assim não gostavam de “morar” de favor, e nem de dependência.
Demoraram mais um pouco na cama e começaram a conversar:
– O que vamos fazer? – disse um pensamento ansioso.
– Deveríamos ir para DESCANSO, eu cansei dessa cidade. – respondeu o pensamento que, de todos, era o menos desesperado.
O pensamento “líder” não hesitou em dizer:
– Vamos conversar mais sobre isso. Sabemos que DESCANSO é uma bela cidade, sabemos que ela é tranquila, no entanto precisamos conhecer esse Homem e saber porquê Ele tem interesse em nos ajudar e porquê quer nos levar para lá.
Aquele Homem já estava preparando a mesa com o café da manhã, olhou as horas e percebeu que meus pensamentos estavam atrasados. Ele estava na expectativa de que meus pensamentos resolveriam ir para DESCANSO.
– Bom dia, ainda não decidimos para onde vamos. O que decidimos é que hoje passaremos o dia com você. Queremos saber um pouco mais a seu respeito. – disse o pensamento “líder” ao Homem enquanto se ajeitava à mesa.
– Claro, será um prazer compartilhar com vocês sobre mim. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Tomem o café de vocês e vamos passar o dia juntos. – disse o Homem com um sorriso largo e sincero.
Enquanto comiam e conversavam, o Homem estava arrumando os outros cômodos do apartamento, por onde Ele passava Seu perfume ficava.
Meus pensamentos terminaram e sentaram-se todos no chão da sala.
O Homem falava com muita alegria o motivo que o levara ali. Amor, carinho e cuidado eram perceptíveis nas palavras dEle, meus pensamentos estavam sendo conquistados por cada palavra.
– Eu já conheço vocês, por isso quero levá-los para DESCANSO. Confiem em mim! – disse o Homem com calma, mas querendo concluir a conversa.
Um pensamento perguntou:
– Ainda não sabemos o Seu nome, qual é?
Com um sorriso Ele respondeu:
– Jesus Cristo! O Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Todos eles de olhos bem arregalados olharam uns para os outros e em uníssono disseram:
– JESUS???
Jesus sorriu ao ver a fragilidade de cada um, ao perceber que eles tentavam ser independentes, mas não conseguiam. Então disse:
– Sim. A dona de vocês já me conhece, ela me chamou, pois não consegue controlar vocês sozinha. Ela não gosta que vocês fiquem em DÚVIDAS e é por isso que quero levar vocês para DESCANSO.
Meus pensamentos precisavam do carinho de Jesus e da Sua ajuda. A verdade é que eles precisavam ser moldados através das mãos dEle. Eles queriam ir para DÚVIDAS com muita frequência, e isso estava enfraquecendo minha fé.
– Vamos, vamos… Vamos para DESCANSO agora. Tenho certeza que a vontade dEle é a melhor para nós. Não vamos perder tempo! Vamos! – disseram meus pensamentos pulando de alegria.
Não pegaram suas malinhas, Jesus os disse para apenas confiarem nEle. E lá foram eles. No caminho Jesus ensinava como eles deveriam se comportar em DESCANSO.
Assim a chuva continuava, abri meus olhos e decidi me levantar… Agora que meus pensamentos estavam seguros, eu podia ficar mais tranquila. Com isso eu aprendi que desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus que trabalha para aquele que nEle espera.
Quando meus pensamentos tentam voltar para DÚVIDAS, peço ao Senhor para me ajudar, para convencê-los a ficar em DESCANSO!
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.” (Salmos 139:23)
20130209-011028.jpg