Da minha vontade de [sempre] escrever

Às vezes passo longos dias com efervescências mentais. Parece que em minha cabeça há mil assuntos para serem descarregados em uma folha de papel. Porém, o mais curioso disso é que quando paro para organizar tais ideias, parece que elas se escondem dentro de mim como se não quisessem sair.

“Tudo bem! Em uma outra oportunidade, tento mais uma vez”, é o que eu sempre penso para me consolar.

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Acontece que apareceram as outras oportunidades – muitas, inclusive! – e mesmo assim, as ideias não quiseram saltar de mim. O que fazer quando as palavras não são suficientes para transpor o que há dentro da gente?

Se nem as palavras me são suficientes, o que será?

Lembro-me de todas as outras vezes, não fracassadas, em que consegui (quase como um ato de libertação) escrever o que eu queria. Outrora, selecionava um tema legal e discorria sem medo. Palavras me vinham como chuva.

Ah! Que tempo bom!

Vivo, nos últimos dias, em uma estação sem chuva. Sem palavras! “Olha: ‘A menina sem palavras’ já seria um bom título de livro”. Mas como escrever um livro se nem um simples texto eu consigo? Volto à ideia do livro e penso no quão legal seria narrar a vida de uma menina que sempre se deu bem com as palavras, mas que de repente elas não lhe eram mais familiares.

Seria uma tragédia? Seria um drama? Ou, talvez, a menina encontraria o amor de sua vida e, com ele, a inspiração para a escrita; aí, então, o livro se transformaria num belo romance meloso?

Não. Não. Não e não. Nada disso. A única coisa com a qual me preocupo no momento é com a minha destreza para a escrita. Para onde ela foi? Dizem que tudo na vida se desenvolve com prática. Então, o que me falta é prática.

É isso! Somente praticando posso me aproximar das palavras novamente.

Por isso, vou praticar. Vou escrever muito. Agora vou escrever tudo o que me vier à mente. Vou contar aos meus papéis como foram meus dias, meus passos, minhas angústias e felicidades… Enfim, vou contar tudo. Sempre gostei mesmo de escrever.

Ora, então nada mais justo que voltar àquela rotina de menina, de escrever diariamente o que me ocorria. Decidido! Não vou mais parar de escrever. Agora vou escrever tudo! Até me cansar. Até me acostumar. Até as palavras me abraçarem de novo e perceberem que o que mais quero é eternizá-las.

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