Meu primeiro self service

 

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Sua porta é muito estreita, tanto que é possível passar por ela sem percebê-la. Há em sua entrada uma escada enorme e, ao final dela, um aquário.

Meu pai, há alguns bons anos, em seus tempos de trabalho no centro da cidade, encontrou-o: o famoso ‘chinesinho’, apelido dado ao restaurante de comidas chinesas.

Eu ainda era bem menina quando, todo sábado, saía para passear com o papai. Era o máximo! Coisa divertidíssima, embora torturante.

A tortura ocorria porque em meio a tantas lojas e ‘camelôs’ (na época, eram os que mais ocupavam as ruas de Belo Horizonte), eu desejava várias coisas, as quais nem sempre eu ganhava. Chorava sempre para tentar convencer, no entanto, não adiantava.

Tudo bem! Hoje reconheço que isso fazia parte da boa educação que recebi dos meus pais.

Num sábado bem comum, meu querido pai resolveu me levar a um ‘self service’ – nome inclusive difícil para mim, na época. Meu irmão mais velho estava junto também.

Chegando lá, a ressalva foi firme, meu pai me disse: ‘coloque a quantidade que você aguenta comer, não exagere!’; é claro que acatei.

Mesmo diante daquela variedade toda, me contive e fiz meu prato. Coloquei arroz, batata frita, milho e amendoim. Pensei em coisas leves para não abusar na balança (e no preço!).

Coisa estranha a minha combinação. Pensando bem, meu prato não ficou ‘chinês’, mas o que importa é que eu me diverti.

Meu pai e meu irmão riram da minha escolha e, até hoje, relembram achando graça. O engraçado disso tudo é que nunca me esqueci desse dia.

Voltamos lá mais vezes e, aos poucos, aprendi a ‘almoçar fora’. Cresci!

E hoje vou a este restaurante mesmo sozinha, como fiz há alguns dias. Sempre que vou lá me lembro desse sábado ‘self service’ da minha infância, ele renasce em minha memória e arranca de mim sorrisos bem nostálgicos.

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‘Se eu pudesse viver minha vida novamente’

A cor da capa, a imagem e o título bem grande despertaram-me os olhos em um sebo de Belo Horizonte. Eu já havia lido o autor em outras oportunidades. Mas ainda queria conhecê-lo mais.

O autor, Rubem Alves, é ‘Pedagogo, poeta e filósofo de todas as horas, cronista do cotidiano, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, psicanalista’ e mais uma porção de coisas.

O título (acima) é o título do livro que comprei (no final de 2013). Já no título, encontrei um convite para mergulhar em emoções, hipóteses, dúvidas, questionamentos, arrependimentos, alegrias, memórias, tristezas… Enfim, em tudo o que envolve a vida. 

Não o li assim que o comprei. Guardei-o em minha ‘biblioteca’ para no momento certo lê-lo.

Então, neste mês, com voz suave, o livro me convidou para que eu o pegasse. Acatei o pedido. Devorei-o!

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A edição que li (11ª) é da Verus Editora e foi publicada em 2004. O livro é composto por duas partes. A primeira é ‘sobre nostalgia, sonhos perdas e ganhos…’; nesta há 14 crônicas.

Minha máquina do tempo é feita com memórias e palavras. (p. 74)

A segunda é ‘sobre os pequenos detalhes que fazem toda a diferença’; nesta, também, 14 crônicas.

Primeira lição da psicanálise: se você quiser descobrir segredos, preste atenção nas coisas pequenas, aquelas coisas que ninguém nota. (p. 116)

O modo de escrita do Rubem é maravilhoso. Embora parasse a leitura de trecho em trecho para marcá-los com um post-it, a leitura é leve e flui naturalmente.

Algo que é importante ressaltar é que o autor é um verdadeiro apontador de caminhos. Isso é sensacional! Seus textos indicam outros textos, outros autores e outros livros. Você nunca sai sozinho de seus livros.

(Depois vou listar esses caminhos, ok?)

Deixo a dica e já afirmo: vale muito a leitura! (:

Onde comprar? Clique aqui.

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O que estou ouvindo?

Nada melhor que férias para coloca a ‘vida’ em dia, né? Tô aproveitando que as minhas acabaram de começar e já montei uma Playlist bem legal com minhas mais recentes músicas/bandas/cantores favoritos.

É muito difícil escolher apenas uma música de cada, mas, vamos lá!

@EuDanielaAraujo

Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. (Salmos 139:16)

@eufelipevalente

Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo… (Salmos 40:17)

@LoChaves

Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo; clamem por ele enquanto está perto. (Isaías 55:6)

@OsArrais

Desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça… (Gálatas 1:15)

@thiagogrulha

Seja constante o amor fraternal. (Hebreus 13:1)

 

Cada música para um momento e todas para ouvir repetidas vezes. Canções que são verdadeiras orações e que nos levam a refletir enquanto caminhamos com Cristo.

São lindas, né? Caso alguém conheça alguma banda/cantor com estilo musical semelhante, me fale nos comentários ou pelo Twitter. Amo conhecer e compartilhar músicas. =)

Com carinho,

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E quando tudo dá ‘errado’?

Hoje foi um dia daqueles!

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Acordei bem, aproveitando meu último dia do feriado. Tomei meu café já emendando o almoço. Logo após peguei um pequeno bloquinho com folhas compridas e fiz uma listinha de tudo o que pretendia fazer.

Anotei algumas coisas em ordem de prioridades e saímos, eu e minha mãe.

Em poucas horas de passeio, já percebi que algumas coisas não dariam certo. Porém, para salvar minha tarde, passei em uma loja para mostrar uma surpresa à minha mãe que se encantou com o que mostrei-lhe. Esse momento do dia nos rendeu sorrisos.

Mas, como nem tudo são flores, em poucos passos já vi que minha atividade principal do dia desceria por água abaixo: não deu nada certo!

Fiquei frustrada. Saí de casa, principalmente, com a pretensão de que daria tudo certo. No entanto, minha memória me traiu e me esqueci de um item importante para completar o que eu tanto queria fazer.

Enfim, depois de várias tentativas para solucionar o problema (inclusive lágrimas), resolvemos voltar para casa.

Perguntei-me o porquê de tudo aquilo e depois de me acalmar, fiz questão de me lembrar de um verso da Palavra de Deus:

‘Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus…’ (Romanos 8:28)

Esse foi (e sempre é!) meu consolo.

Depois que a parte chata passou, lembrei-me do momento do meu dia que mais me fez sorrir e coloquei-o como o ‘principal’ do dia.

Isso me fez perceber o cuidado de Deus, pois o momento bom é também parte da realização de um grande sonho meu. Inverti as prioridades do meu dia e ficou tudo bem.

Sabe o que aprendi? Que quando tudo dá ‘errado’ é porque precisamos aprender algo.

E que às vezes é isto que é preciso fazer: inverter prioridades para enxergar o que, de fato, vale a pena. A vida é preenchida por momentos e a gente passa por alguns que são ruins mesmo. Mas, atrelados a eles sempre há os momentos bons, dos quais ganhamos grandes lições.

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Da minha vontade de [sempre] escrever

Às vezes passo longos dias com efervescências mentais. Parece que em minha cabeça há mil assuntos para serem descarregados em uma folha de papel. Porém, o mais curioso disso é que quando paro para organizar tais ideias, parece que elas se escondem dentro de mim como se não quisessem sair.

“Tudo bem! Em uma outra oportunidade, tento mais uma vez”, é o que eu sempre penso para me consolar.

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Acontece que apareceram as outras oportunidades – muitas, inclusive! – e mesmo assim, as ideias não quiseram saltar de mim. O que fazer quando as palavras não são suficientes para transpor o que há dentro da gente?

Se nem as palavras me são suficientes, o que será?

Lembro-me de todas as outras vezes, não fracassadas, em que consegui (quase como um ato de libertação) escrever o que eu queria. Outrora, selecionava um tema legal e discorria sem medo. Palavras me vinham como chuva.

Ah! Que tempo bom!

Vivo, nos últimos dias, em uma estação sem chuva. Sem palavras! “Olha: ‘A menina sem palavras’ já seria um bom título de livro”. Mas como escrever um livro se nem um simples texto eu consigo? Volto à ideia do livro e penso no quão legal seria narrar a vida de uma menina que sempre se deu bem com as palavras, mas que de repente elas não lhe eram mais familiares.

Seria uma tragédia? Seria um drama? Ou, talvez, a menina encontraria o amor de sua vida e, com ele, a inspiração para a escrita; aí, então, o livro se transformaria num belo romance meloso?

Não. Não. Não e não. Nada disso. A única coisa com a qual me preocupo no momento é com a minha destreza para a escrita. Para onde ela foi? Dizem que tudo na vida se desenvolve com prática. Então, o que me falta é prática.

É isso! Somente praticando posso me aproximar das palavras novamente.

Por isso, vou praticar. Vou escrever muito. Agora vou escrever tudo o que me vier à mente. Vou contar aos meus papéis como foram meus dias, meus passos, minhas angústias e felicidades… Enfim, vou contar tudo. Sempre gostei mesmo de escrever.

Ora, então nada mais justo que voltar àquela rotina de menina, de escrever diariamente o que me ocorria. Decidido! Não vou mais parar de escrever. Agora vou escrever tudo! Até me cansar. Até me acostumar. Até as palavras me abraçarem de novo e perceberem que o que mais quero é eternizá-las.

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