Paz que guarda coração

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Era uma segunda-feira cinza. Parecia ter acordado meio triste…

O sol já estava em seu devido lugar, mas as muitas nuvens o escondiam.

Ela se entristeceu também. Sentir-se bem era tudo o que seu coração queria.

Ao andar pelo jardim de sua casa, encontrou um vidrinho que chamou sua atenção.

“Limpei tudo há pouco tempo, o que este vidrinho está fazendo aqui?”

Curiosa, ela carregou o objeto até o balanço que ficava perto do jardim. Balançando bem devagar, ela observava o vidrinho com muita atenção.

Inclusive, esquecera-se que o dia estava triste.

“Este vidrinho tem um cheirinho tão bom, será que guardava algum perfume?”

Sua curiosidade crescia mais a cada momento, até que ela decidiu abrir o vidrinho.

Na tampa, havia algumas letras que ela se esforçou para ler.

“Filipenses 4:7!”

Lembrou-se que conhecia essa referência, mas que precisava conferir.

Fechou o vidrinho e segurando-o com toda força, correu até seu quarto.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.

Ao ler essa frase, concluiu que aquele vidrinho representava a paz; rapidamente foi até o jardim, pegou uma folha seca e a recortou em forma de coração.

Colocou a folha dentro do vidrinho e fez uma prece para que Deus fizesse o mesmo com seu coração.

Respirou fundo, e, bem empolgada, contou para sua mãe:

“Foi numa paz que excede todo o entendimento… que Ele guardou meu coração.”

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O amor aconteceu!

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Sempre achei difícil falar de amor. Não tenho o dom que os poetas têm para tecer a linguagem de maneira que o amor fique ainda mais encantador. Já aceitei essa minha limitação. Amo as palavras, no entanto, quando desejo falar do amor, elas somem.

Sobre o amor eu apenas sei as sensações. Não é que eu seja uma exímia sentimentalista, ou uma romântica incurável (posso até ser), na verdade, aprendi a cultivar o amor aqui, do lado de dentro.

Então, vou tentar colocar em palavras… Vou contar um pouquinho do meu amor.

Eu achava o máximo ver as pessoas comemorarem ‘mêsversário’ de namoro e sonhava com as minhas comemorações. Desde que me entendo por gente, sou detalhista. Data é algo que gosto mesmo. Não para limitar meus dias, mas para minhas ‘coleções’.

Fiz muitos planos antes de começar meu namoro. Até então, a pessoa que hoje é meu namorado, era apenas um amigo e eu nunca o coloquei – diretamente – em meus planos. Em minhas preces colocava apenas um ‘alguém’ que, acima de tudo, amasse a Deus e, também, que  me respeitasse e me amasse.

Eu e o meu amor, não tínhamos interesse amoroso um pelo outro, apenas amigável. Acho essa parte a mais legal. O amor aconteceu, sem dar explicações!

Quando as coisas começaram a mudar entre nós dois, descobri aos poucos o que o amor provoca dentro da gente; frio na barriga, coração acelerado, pensamentos longínquos etc. Passava boa parte dos meus dias imaginando: “mas, ele? Será que vamos combinar como namorados?”. Enquanto isso, contava os dias para vê-lo.

Amo lembrar essas coisas.

Temos quatorze meses em nossa ‘coleção’, e todo dia três é extremamente especial. Faço questão de não perder essas pequenas comemorações, que ganham vida em uma folha pautada escrita à mão. Logo, além de colecionar meses, colecionamos cartas, até porque é algo que eu gosto e é, também, uma forma de registrar o que estamos vivendo.

Interessante nisso tudo é que eu aprendi também a dar espaço, sei não ficar no pé. Por não gostar muito de telefone, não fico de cinco em cinco minutos querendo saber o que ele está fazendo. Sou uma romântica incurável equilibrada. Mas, confesso que amo ser mimada, presenteada e, principalmente, amada.

Agradeço muito a Deus, meu amor está muito além do que eu sonhava; sei que sozinha eu não seria capaz de escolher tão bem!

 Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos… (Efésios 3:20)