Uma Cena Eternizada

274578908501060050_agnzm5cf_f_largeO sábado nasceu ensolarado, diferente dos dias da semana que se findava. Eram seis horas, o celular tocou de forma silenciosa, mas o volume era bastante para me acordar. “Encerrar” era uma das opções que a tela do aparelho me oferecia. Enrolei cinco minutinhos e levantei.

O restante da casa ainda estava dormindo, então resolvi fazer o máximo de silêncio possível. Fui verificar a janela da sala e o sol estava se espreguiçando entre as nuvens, diga-se de passagem: ele fica lindo entre elas!

Sabe o que notei? Que o céu reserva suas belezas para esses momentos em que as pessoas estão mais sensíveis.

Por exemplo: o nascer do sol coincide com o despertar de uma cidadezinha de interior cheirosa, onde as pessoas “acordam junto com as galinhas”e já se prontificam a fazer o café…

A madrugada estrelada faz companhia para os que trocam o dia pela noite. O pôr-do-sol, no finalzinho da tarde, descansa aqueles que passaram o dia labutando. O arco-íris depois da chuva…

Então troquei minha roupa e tomei meu café. Dei um beijo carinhoso em minha mãe (que acordou para me fazer companhia), peguei um pêssego na geladeira, fui até o quarto buscar minha bolsa, e saí.

No caminho até a faculdade, um bom livro me fez companhia, e fez também com que o tempo passasse rápido. Após umas vinte páginas lidas, chegou meu lugar de destino. Fui estudar.

Uma parte da manhã passou, logo deu a hora de voltar. Alguns poucos minutos de espera no ponto, e pronto! Meu ônibus chegou.

Sábado, em cidade grande, é um movimento só. Gente para cá e para lá o tempo todo. Carros e mais carros; As ruas cheias — e o clima que paira no ar —  anunciam o final de semana.

Aproximando-se da minha casa, vi um “senhorzinho” sentado na calçada com uma caneta e um caderno em mãos. Não sei o que ele escrevia, mas a cena me fez sorrir. Eu amo pessoas mais “vividas”. Presumi, por um momento, que ele também admirava o céu, assim como eu.

Já visitei com frequência um asilo numa época (foi um dos momentos mais lindos da minha vida). Entre todas as outras lições, destaco que aprendi a admirar bastante aquelas pessoas. Que elas têm uma caixinha de tesouros enorme, não tenho dúvidas. Preenchida com a ajuda do tempo, essa caixinha carrega histórias e experiências, que são preciosas, e que ensinam tanto.

Aquele “senhorzinho” com roupas claras, que talvez estivesse anotando um telefone, me fez perceber que na rotina do cotidiano, se a gente der mais atenção às coisas “miúdas”, àquelas que passam despercebidas, com certeza o coração se preencherá, ele é a caixinha. A memória guarda o que ele eterniza.

Fechei os olhos e desejei: “um dia, quando eu for uma ‘senhorinha’, quero ter a honra de sentar na calçada com uma caneta e um caderno em mãos, para relembrar da cena — eternizada — daquele sábado”.

Assim é: o que a memória ama fica eterno. (Rubem Alves)

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Brilhante!

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2012 foi um ano brilhante! Certa vez comprei um livro e dentro havia um encarte (divulgando outro livro) que trazia a seguinte frase: ‘O que o amor conquista, brilha para sempre na memória’. Recortei somente a frase e guardei, curiosamente, na agenda do ano passado.

Confesso que passei a virada de 2011-2012 bem desmotivada, pois além de algumas frustrações do ano que se findava, eu havia perdido a prova de vestibular que eu tanto estudei para fazer — por causa de alguns minutinhos de atraso que me foram roubados pelo trânsito lento do centro de Belo Horizonte.

Fiquei frustrada! 2012 começou. Lembro-me que de olhos fechados (como quem faz pedido) meu maior desejo era que o ano passasse rápido para que eu pudesse fazer o próximo vestibular, e então realizar um dos meus maiores sonhos: curso superior. Abri os olhos, e de repente, uma surpresa: Carteira Nacional de Habilitação.

Eu tinha uma listinha de sonhos em mim, só Deus e eu sabíamos a ordem que eu havia feito para organizá-los. Confesso que a CNH estava bem ao final, não por querer menos, mas por outras questões. Porém, fui surpreendida e iniciei a etapa que me daria tal documento. E a listinha foi reorganizada. E como foi!

Para quem iniciou 2012 desmotivada, o brilho daquele ano começara a se acender. Em fevereiro, mais um lindo presente estava reservado para mim: outrora amigo, e hoje o chamo de amor (embora continue sendo meu amigo). Depois de quase quatro anos de amizade, no dia três de Abril, um sentimento todo bonito nos preencheu, e então começamos a fazer jus a este pronome: nós.

Aí, bem no meio do ano, fui fazer vestibular. Para ativar mais ainda o brilho do ano, fui aprovada. Por causa da greve o início das minhas aulas foi empurrado para Novembro. Tudo bem, eu estava empolgada para começar o curso. E hoje, com um mês de aula, percebi que vou estudar o que eu gosto. (Que bom!)

Ah! E ainda, para ‘fechar’ com chave de ouro, fiz uma viagem maravilhosa, que também era um sonho, até porque eu amo viajar. Passei dez lindos dias em Arraial do Cabo (fica no Rio de Janeiro) admirando tamanha beleza que a natureza tem, e agradecendo a Deus por tudo, tudo mesmo. Esses sonhos foram conquistados pelo Amor, e vão brilhar para sempre na minha memória.

Volto a dizer que 2012, definitivamente, foi um ano brilhante! Se 2013 tiver o sabor que 2012 teve, já estarei [muito] satisfeita. Não me canso de agradecer a Deus, principalmente pelo Seu amor que me acompanhou durante todo o ano. Que 2013 venha recheado de coisas bonitas; com muita paz, amor, saúde, esperança, graça… Enfim, que também seja um ano brilhante.

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Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. (Eclesiastes 3:1)